Dia 1
R' Shmerel de Verchovka, aluno do
Ba'al Shem Tov, líder Chassídico, aluno do Ba'al Shem Tov
Dia 9
R' DovBer de Lubavitch (o "Mitteler Rebe"), o 2o Lubavitch
Chabad Rebe
Dia 18
R' Baruch of Mezhibuz, líder Chassídico e neto do Ba'al Shem Tov
Dia 19
R' Dov Ber, O "Maguid de Mezritch", líder Chassídico, cabalista, e
sucessor do Ba'al Shem Tov
Dia 19
Chai Taieb da Tunisia, cabalista
Dia 24 R' Avraham Abulafia,
grande meste cabalista
Dia 27
R' Shaul Margaliot de Lublin, aluno do Ba'al Shem Tov
Dia 28
R' Chayim de Chernovitz, o "Be'er Mayim Chayim", líder Chassídico e
cabalista
“Os
sonhos são facilitados através do anjo Gavriel, quem é seis
níveis abaixo do nível da profecia. Existe um outro tipo de
revelação chamada de ‘o reflexo da profecia’ ou Mareh, o qual
é a visão vista como em um espelho. Esta revelação dá-se através do
nível de Malchut que é chamado de ‘Força de Vida’ regente à
noite. Poder-se-ia também dizer que este nível é associado com
Gavriel como está escrito, ‘E ouvi uma voz de homem entre as
margens do Ulai, a qual gritou; e disse: Gavriel, dá a
entender a este a visão’ (Daniel 8:16). É correto que
Gavriel é associado com ambos estes níveis de sonhos e visões,
apesar de que ele é mais ligado a Mareh, pois a visão é ainda
mais difícil de decifrar. O sonho é mais facilmente compreensível, e
mais claramente decifrável do que aquilo que pareceria como o
reflexo da profecia. Gavriel é especificamente apontado para
explicar o assunto em questão da profecia refletida pois esta é mais
escondida. ‘O espelho reflete todas as faces’. E é por isso que os
nomes usados para descrever a aparência de Hashem nestas
visões, ‘Vayerá’ (Bereshit 35:9) e ‘Vaerá’ (Shemot
6:3), são semelhantes à palavra ‘Mareh’ que significa espelho.
Assim, é dito que os patriarcas viram a visão de kEl Shak-dai
a qual era de fato o reflexo do nível de Malchutd’Atzilut.
Esta visão engloba todos os outros símbolos e formas dos mundos
superiores, mas é apenas como um espelho que reflete de volta aquilo
que está em frente a ele, e não aquilo que se posiciona atrás dele”
O LubavitcherRebe
explica que “um certo número dos 613 mitzvot ["mandamentos"]
são realizados através do processo de pensamento da pessoa. Na
verdade. o efeito da ‘alma vitalizadora’ [nefesh habahamit] é
sentido principalmente nas mitzvot relacionadas com a fala e
ação, uma vez que a ‘alma vitalizadora’ é ligada e unida com os
membros do corpo e os órgãos. Estes são usados para o cumprimento
das mitzvot que são realizadas através da fala ou ação. Pelo
outro lado, os mandamentos cumpridos através do ‘pensamento’ da
pessoa são, em sua maioria, realizados pela ‘alma divina’ [nefesh
elokit], sem a intermediação da ‘alma vitalizadora’”. No entanto
e considerando que o corpo necessita de alimento para que a alma
mantenha-se unida a ele e a pessoa tenha assim, forças para cumprir
as mitzvot, “mesmo que a pessoa comeu alimentos proibidos
inocentemente e sua intenção em comer era para assim servir a D’us
com a energia derivada desses alimentos; mais ainda, mesmo que a
pessoa realizou sua intenção em tendo então estudado e orado com a
energia derivada destes alimentos, a vitalidade contida [nos
alimentos proibidos ao um Yehudi] não ascende ou torna-se
vestida em palavras de Torá e nas orações que ele estuda e
ora com a energia deste alimento, como no caso dos alimentos
permitidos, pois esta comida é ‘mantida refém’ no poder da sitra
achra [o 'outro lado'] e das três k’lipot ['cascas']
impuras as quais não permitem que a energia do alimento seja elevada
à Santidade”. Adicionalmente, no grau mental, do pensamento puro (e
portanto, do instrumento das mitzvot que são cumpridas pelos
pensamentos apropriados), ou seja e em particular, nos trabalhos de
meditação e yichudim ("unificações divinas") com o propósito
de “reconhecê-Lo em todos os Seus caminhos” – onde a única fonte de
energia do corpo e mente para estes trabalhos são os pensamentos –
na medida em que estes pensamentos são impuros, eles também não
podem ser elevados (assim como o alimento não permitido).
É o
entendimento metafísico implícito e portanto subordinado aos mandamentos
físicos e relatos da Torá sagrada, que foi dada diretamente por
D’us ao povo Judeu no Monte Sinai a exatamente 3.320 anos atrás e
testemunhado ao mesmo tempo por mais de 2 milhões de pessoas!
Compreende muito mais do que um assunto a ser aprendido, assim, como se
fosse uma simples "matéria acadêmica" que qualquer aluno aprende na
faculdade e se torna “conhecedor”. Ela constitui um método de
práticas que ativa o ‘espírito vivo’ da Torá e revela a sua
força oculta dentro de cada palavra e letra sagrada. Ela compreende
ativamente um verdadeiro ‘questionamento e posicionamento’ existencial'
que jamais termina.
Explica os ‘sentido e as razões’ de se observar os mandamentos da
Torá e os Rabínicos.
Trata,
revela, e imbui a pessoa com a compreensão dos segredos das ‘leis
espirituais’ que verdadeiramente governam a alma humana — seja no nível
individual ou coletivo, assim estabelecendo todo o seu desenvolvimento
espiritual legítimo.
Revela
o plano fundamental de D’us para a Sua criação, e como o cumprimento das
Suas Leis (as 613 mitzvot para os Judeus e as 7 para os
não-Judeus) existem como ferramentas de ‘retificação do mundo’ — o
objetivo básico de união de tudo que existe, espiritual e físico, e do
reconhecimento da unicidade absoluta e infinita de D’us.
É o
segredo da sabedoria que é estudada e aplicada pelos Rabinos sagrados,
mesmo hoje em dia, e que os permitem feitos miraculosos. O maior exemplo
atual disso é o Rebe de Lubavitch que tanto ajudou e ajuda
o mundo.
É o
caminho da meditação mais profunda, antiga, provada, e exclusivamente
Divina que permite a união com D’us.
É uma parte do estudo e prática
absolutamente essenciais da Torá, oferecendo insights
profundos sobre a Torá, assim como os grandes mestres da
Cabalá, tais como o R’ Shimon Bar Yo’hai, o
Ari’zal, o Ba’alShemTov, entre
outros, explicam como fundamental e vitais.
É de
fato uma parte integral da Torá e da Halahá (da 'Lei
Judaica') de forma a serem completamente inseparáveis.
Esotericamente, isso quer dizer que, o recebimento da Luz Divina precisa
de um ‘recipiente’ adequado, e assim, a pessoa precisa necessariamente
ser observante da Lei Judaica para criar o recipiente ideal, e assim
poder de fato estudar a Cabalá (que é a Luz Divina). Caso
contrário, a pessoa não conseguirá nada que seja santificado e causará
danos espirituais e físicos.
Representa a sabedoria íntima de D’us,
algo tão sagrado e profundo que certamente não pode jamais ser tratado
com a simplicidade de uso "conveniente" como tantos tratam as falsas e
perigosas armas da sitra achra (“o outro lado", as forças do
mal), as quais enganam o homem através dos oráculos, divinações, fala
com os mortos, etc. É verdade que estas considerações são somente
aplicáveis, sob o estrito ponto de vista da Lei Judaica, para os Judeus;
pois a Lei Judaica proíbe completamente estes caminhos esotéricos
para os Judeus. Mas os Gentios (os não-Judeus) apesar de serem
permitidos de ‘adorar outros deuses’ (desde que reconheçam que o poder
de D’us é o poder maior e que Ele é único e absoluto Rei do universo)
devem buscar se ligar com D’us diretamente e assim evitar a
‘impureza e profanação’ de Seu Nome causada pela ligação com estas
forças intermediárias ‘inferiores e impuras’. Estas são todas
subservientes a D’us, que as permite apenas existir em Sua grandeza
misericordiosa, e que se nutrem justamente através da ‘devoção’ que, por
vezes, mesmo os Judeus mais ignorantes (que D’us não permita) e as
Nações (os povos não-Judeus), têm por elas.
A Cabalá VERDADEIRA não,
É
permitida hoje em dia de ser estuda no seu nível chamado de ”prático”. A
CabaláMa’asit ("Prática") como é conhecida, almeja
a alteração de eventos no mundo através do uso de pronunciamentos dos
Nomes Divinos de D’us, da invocação de forças angelicais, inscrições em
amuletos, entre outras técnicas. No entanto, o grande mestre Cabalista o
Ari’zal, proibiu o uso da Cabalá Ma’asit,
pois sem o Beit HaMikdash ("O Templo Sagrado") erguido, e
portanto, sem a disponibilidade das cinzas da Pará Adumá (‘Vaca
Vermelha’[1])
para a purifição das pessoas (do Bnei Israel), o uso destas
forças através de pessoas em estado impuro torna-se extremamente
perigoso para elas mesmas e para a ordem do mundo. De fato, o surgimento
de cultos e movimentos absolutamente impuros de Cabalá se
deve ao uso inapropriado deste conhecimento. O resultado disso tem sido
a corrupção da consciência mundial sobre a própria legitimidade da
Cabalá, criando suficiente ‘confusão’ sobre sua pureza de modo a
‘confundir a luz pela escuridão e a escuridão pela luz’. Isso ocorre
na medida em que, a identificação correta de sua origem pura e
exclusivamente Judaica é adulterada pelas ‘misturas absolutamente
impróprias’ que vários cultos, religiões, seitas, e supostos “locais de
estudo” propõem (inclusive com a ‘prática e venda’ aberta de materiais
sobre a Cabalá Ma’asit); o que de fato tem enganando
muitos ignorantes sobre o fato que, a verdadeira Cabalá,
demanda, obrigatoriamente, uma ‘vida virtuosa contínua e a aceitação do
jugo Divino’ de estrito acordo com a Torá.
É
magia negra. Ela não tem qualquer conexão com o oculto e ela jamais é
algo supersticioso.
Contém
qualquer elemento cultural Grego, Egípcio, etc., ou seja, não-Judeu em
qualquer espécie ou grau. Ela nunca e jamais é Cristã, ou
Rosacrusiana, Hermética, Maçônica, Pagã, Panteísta, Xamanista, Budista,
Bahaista, Tântrica, Teosófica, Teurgica, ou ligada à Mediunidade, Magia,
Astrologia, Mitologia, Yôga, Tarô, Feng Shui, Radiestesia, Runas,
Bruxaria, Ufologia, Aromaterapia, Cristais, Quiromancia, Sufismo, Búzios,
Candomblé, I Ching, Alquimia, Encantamentos, Chakras, Umbanda, Reiki,
Cromoterapia, Kundalini, Amuletos, etc, etc, etc!!!
Tem
portanto qualquer vínculo com as crenças modernas de “new age”,
ou religiões orientais. Qualquer alusão a isso através de qualquer
material, palestra, Internet, livros, etc, implica
obrigatoriamente em charlatanismo e profanação direta do Nome de D’us.
Isto é lei Bíblica, leia: desejo de D’us como escrito em Sua Torá
Viva!
É
apenas uma "filosofia de vida", que possa ser separada da prática
integral da Lei Judaica (da Halachá Ortodoxa), portanto e como já
explicado, ela não é algo "acadêmico" — algo que se usa quando se quer e
depois é “colocado na gaveta” até a próxima necessidade.
Pode
ser jamais aprendida no mundo secular (novamente, como algo acadêmico),
ou de livros escritos por pessoas que não se dedicam a ela com santidade
e que elas mesmas “aprenderam” a Cabalá através do mero exercício
intelectual. De fato, o intelecto humano não é suficientemente forte
para receber a Luz de D’us. Ou seja, Cabalá não existe (somente)
na mente. Ela existe no desejo, na fala, nas ações, no comportamento, e
acima de tudo, no cumprimento das mitzvot e no estudo da
Torá.
Pode
ser compreendida, a não ser que a pessoa observe a Lei Judaica,
pois como explicado, isso faz a pessoa se tornar um recipiente para a
Luz e assim, própria para receber os insights da Cabalá.
Resumo
Esqueça completamente a "idéia" que você pode aprender a Cabalá indo
a uma livraria e comprando um “livrinho” escrito por alguém não
praticante da Lei Judaica. E que assim e desta maneira, após ‘uma os
duas’ vezes que você ler este livro, ou ver uma programa na televisão
sobre este assunto, você já pode começar a “praticar” a Cabalá.
Isso além de absurdo, espiritualmente infantil e simplista, é
muito perigoso! Esta mentalidade de satisfação “instantânea” (apesar
de muitas vezes compreensível diante das enormes dificuldades da vida) é
produto justamente da ‘ocultação’ da Luz Divina no mundo, a qual a
Cabalá busca revelar de maneira sensível e profunda. Não existem
soluções simplistas e rápidas para problemas que foram causados por um
grande acúmulo de falhas espirituais! O mais importante de tudo é ‘crer
em D’us de forma simples e pura’. Nada é mais importante do que isso.
Com o tempo e através do estudo profundo e do cumprimento dos
mandamentos, das boas ações, e da calma e serenidade, a pessoa poderá
merecer a proximidade com a Shechinah ("A Presença Divina") e assim receber os segredos da Torá, trilhando o caminho verdadeiro
da santidade através das Suas Leis vivas. E desta maneira, a pessoa
estará contribuindo também para a retificação do mundo, o que apressa a
vinda do Mashiach, o Redentor que trará a paz eterna para o mundo,
e que seja muito em breve em nossos dias, amém.
[1]
Um dos elementos essenciais de purificação no Templo Sagrado. Este
animal é extremamente raro. Todos seus pelos devem ser vermelhos, sem
exceção, e não pode ter carregado um fardo nenhuma vez em sua vida.
Quando uma vaca como esta era encontrada, era sacrificada próximo ao
Templo, e suas cinzas, misturadas em água e outros ingredientes, eram
usadas para purificar pessoas que ficaram ritualmente impuras. Aquele
sobre o qual a água era jogada ficava puro, porém aquele que jogava a
água ficava impuro, e teria que passar por um processo de purificação. A
mitzvá da “vaca vermelha” encontra-se na categoria de “hukim
- dogmas”, ou seja, as leis que não somos capazes de entender. Existem
preceitos que cumpriríamos de qualquer maneira por serem básicas da
civilização humana, ou outras que não cumpriríamos sozinhos, mas somos
capazes de entender um pouquinho de seu imenso significado. Porém, a
“vaca vermelha” esta além de nossa capacidade de compreensão, e a
cumprimos por ser a Palavra Divina, que com certeza tem um significado
muito especial.
Favor não acessar este site no
Shabat ou em Yom Tov